Método

Como o Espelho chega na sua nota

Nenhuma correção deveria ser aceita no escuro — muito menos uma que você vai usar para decidir o que estudar. Esta página abre o método inteiro: como a peça é quebrada em critérios, de onde sai cada décimo, o que o Espelho não faz e como a acurácia vai ser medida contra a nota real da banca.

Uma leitura real A nota nasce do que o texto sustenta. Exemplo demonstrativo de uma peça processual.
leitura de critériosevidência encontrada
PEÇA PROCESSUAL · CIVILMandado de segurança
4,3/ 5,0
SUA RESPOSTA

O impetrante sofreu ato ilegal praticado pela autoridade coatora, que violou direito líquido e certo ao negar o pedido administrativo.

Estão presentes os requisitos para o cabimento da medida e a competência deste juízo para apreciar a controvérsia.

O ato é ilegal porque contraria a norma aplicável ao caso, mas a relação entre a norma e o fato precisa ficar expressa.

Cabimento 0,40Fundamentação 0,30Pedido liminar 0,00

Uma correção não devolve só uma nota. Ela deixa uma decisão pronta para o próximo treino.

1. A banca não paga por texto bonito. Paga por item.

Na 2ª fase, a correção da FGV é analítica: a peça vale 5,0 e esse valor é distribuído em critérios com peso fixo. Quem corrige não dá uma nota de impressão — soma o que encontrou. É por isso que dá para reprovar escrevendo bem e passar escrevendo pior: o que conta é ter batido os itens.

O Espelho corrige na mesma lógica. Ele não tenta adivinhar uma nota global e depois justificá-la; ele localiza cada critério no seu texto, atribui o que a banca pagaria e a nota final é a soma auditável desses critérios — o mesmo número que aparece embaixo, item por item. Se a soma e o total divergissem, você não teria como conferir nada.

2. Os critérios que ele procura

Toda peça, em qualquer área, é lida contra esta estrutura. Os pesos abaixo são a fatia típica dos 5,0 — referência para priorizar treino, não a rubrica oficial (que varia a cada prova). Quando você sobe o padrão de respostas da FGV, a distribuição oficial dele substitui esta.

Nas questões discursivas a estrutura é mais curta — fundamento, dispositivo e conclusão —, porque é isso que o espelho da banca cobra em cada quesito.

3. Dois modos, com precisões diferentes

Sem o padrão oficial

Estimativa conservadora

O Espelho reconstrói os critérios prováveis daquele tipo de peça. Como não há rubrica para conferir, ele erra para baixo de propósito: aplica uma calibragem que puxa a nota, para você não sair com uma expectativa inflada. Serve para treinar e para saber onde está o buraco.

Com o padrão oficial da FGV

Correção pelos itens da banca

Subindo o padrão de respostas, os critérios e pesos deixam de ser inferidos: são os que a banca publicou. A correção passa a cruzar o seu texto com a rubrica real, quesito por quesito. É o modo mais próximo do que acontece na prova.

4. Cada décimo vem com o trecho que o justifica

Um critério só é dado como atendido se existir evidência textual na sua peça — e essa evidência é mostrada, transcrita do seu próprio texto. Sem trecho que sustente, o critério cai para parcial ou ausente. Não há ponto por estilo, por aparência de peça bem escrita, nem por presunção favorável.

É o que torna a correção conferível: você pode discordar de um item específico olhando a evidência, em vez de discordar de um número.

5. O que o Espelho não faz

6. Como a acurácia vai ser medida

A pergunta certa a fazer para qualquer corretor automático é: quanto ele erra contra a banca? A resposta honesta hoje é que o Espelho ainda não tem volume de notas reais para publicar esse número.

O caminho é público: quando sai o resultado oficial, o candidato passa a saber a nota verdadeira. Cada par (nota estimada, nota real) que voltar para cá permite medir o erro médio e recalibrar o motor. Quando houver amostra suficiente, o número aparece nesta página — com o tamanho da amostra junto, para você julgar se ele significa alguma coisa.

Status
Ainda coletando. Nenhum erro médio publicado porque ainda não há pares (estimado, real) em número que justifique. Preferimos não ter número a ter um número que não se sustenta.

7. O que acontece com a sua peça

O texto que você envia é usado para gerar a sua correção e fica ligado à sua conta, para alimentar a sua evolução. As telas de progresso trabalham só com métricas — nota, critério, data — e exigem o seu login: sem token válido, a API não devolve dado nenhum. Detalhes em privacidade.

A melhor forma de julgar o método é usá-lo

A primeira peça sai corrigida por inteiro, de graça — com os critérios e as evidências à vista.

Corrigir minha 1ª peça